A escola de samba Mocidade Alegre se sagrou nesta terça-feira (17) a campeã do Carnaval de São Paulo. Com samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, em homenagem à atriz Léa Garcia, a agremiação conquistou o 13º título com a penúltima nota divulgada pelos jurados, no quesito Harmonia. Últimas colocadas, a Rosas de Ouro e a Águia de Ouro foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.
O carro alegórico chamou a atenção por trazer a representação africana da Iemanjá, repleta de conchas, e também pela plasticidade do efeito da queda da água. A alegoria é inspirada no filme A Deusa Negra, de 1978, do cineasta nigeriano Ola Baloguno, no qual Léa Garcia interpreta Iemanjá.
A ancestralidade e representatividade africana da atriz estão entre as principais características do desfile. Em determinado trecho, o samba-enredo exaltou: “Consagração da negritude/ Resiste entre tantos personagens/ A pele preta é armadura/ No palco, expressão de liberdade”.
A escola destacou momentos marcantes da trajetória de Léa Garcia, com fantasias e alegorias que revisitavam sua carreira, desde as origens no Teatro Experimental do Negro até os papéis consagrados no cinema e na televisão. A atriz morreu em 2023, aos 90 anos, no dia em que seria homenageada no Festival de Cinema de Gramado.
No desfile, a atriz foi representada na comissão de frente pela médica Thelma Assis, conhecida por ter sido campeã do Big Brother Brasil de 2020. Outro ex-BBB e médico, Fred Nicácio participou ao representar Abdias Nascimento, intelectual e artista brasileiro que foi casado com Léa Garcia.
A Mocidade Alegre foi fundada em 1967. Com Solange Cruz Bichara Rezende de presidente, teve o desfile assinado pelo carnavalesco Caio Araújo. A bateria é liderada pelo Mestre Sombra.
A escola foi a terceira a desfilar no sábado (14). Seus últimos títulos foram uma dobradinha, em 2023 e 2024.
Via: Jovem Pan